O Instituto Brasileiro de Psicologia e Pensamento Complexo foi fundado no ano de 2026, mas sua origem remonta há mais de 12 anos de trabalho: tudo começou quando seu fundador, Murillo Rodrigues dos Santos, ainda cursava a graduação em psicologia, no ano de 2010, quando ouvira falar pela primeira vez da Teoria da Complexidade – tema que passou despercebido até que, ao buscar orientação sobre seu trabalho de conclusão de curso, no ano de 2013, começa suas pesquisas sobre o tema.

À época, profundamente interessado sobre o porque existiam várias abordagens teóricas em psicologia, e sobre o porque elas não dialogavam entre si, encontrou na orientação da Dra. Vannuzia Leal Andrade Peres, as primeiras reflexões sobre o tema, em sua interlocução com a Teoria da Subjetividade, proposta teórica elaborada pelo Dr. Fernando Luis González-Rey. Fruto desta interlocução, nasceu o TCC intitulado: “Complexidade como paradigma integrador para a psicologia”, onde esboça sua primeira aventura pelo terreno da epistemologia.
Graduado em psicologia no ano de 2014, aprofundou suas investigações nas obras de Lev Semionovich Vigotski (1896 – 1934), bem como nas de Fernando Luis González-Rey (1949 – 20019), para onde seu trabalho como psicólogo clínico apontava, com as contribuições da Epistemologia da Subjetividade, que determinou a primeira parte de seu interesse de pesquisa pós-graduação.


Ainda em 2014, ingressou no mestrado em Psicologia, na Universidade Federal de Goiás, na linha de pesquisa sobre Bases Históricas e Epistemológicas da Psicologia, sob a orientação inicial do prof. Dr. Anderson Brito, mas sendo posteriormente direcionado à orientação da Profa. Dra. Gisele Toassa, que trabalhava com maior propriedade os temas de epistemologia, filosofia das ciências e ênfase em Vigotski.
Foi na época do Mestrado em Psicologia que o trabalho de Murillo Rodrigues iniciou a sua vira com maior ênfase para o Pensamento Complexo: o seu interesse em estudar a epistemologia da psicologia por esta via, fez com que sua orientadora decidisse convidar a Profa. Dra. Marilza Vanessa Rosa Suanno para ser Coorientadora de sua dissertação.
Profunda estudiosa da obra de Morin, as contribuições da profa. Marilza Suanno foram fundamentais na construção das primeiras compreensões metodológicas da obra de Morin, cujo empenho teórico havia iniciado ainda na graduação, mas ainda de forma introdutória. Esse movimento culminou na dissertação intitulada: “A crise e a fragmentação da psicologia: uma visão do Pensamento Complexo”, que estudou sobre a psicologia como uma policiência, sendo aprovada em 2016.

Após um hiato sabático de dois anos, ingressa no Doutorado em Psicologia Clínica em Cultura, na Universidade de Brasília, em 2018, sob a orientação do Prof. Dr. Mauricio da Silva Neubern, colaborador do Prof. Fernando González-Rey e grande conhecedor da obra de Edgar Morin. Nos 4 anos e meio de seu doutorado, vivenciado em meio às turbulências da pandemia de COVID -19, foi possível aprofundar ainda mais o conhecimento do Pensamento Complexo por meio de uma pesquisa teórica que passou pelos terrenos da epistemologia, ontologia e metodologia.

A Tese de Doutorado intitulada “O peripatetismo como método complexo em psicologia clínica” visou estabelecer as bases teóricas de um método baseado no Pensamento Complexo, que fosse capaz de abarcar a processualidade e autogeratividade da clínica psicológica. Sendo uma obra de fôlego filosófico, abre caminhos para uma nova forma de pensar a psicologia, para além do dogmatismo das abordagens, e ressaltando a artesanalidade do Encontro Clínico.
Aprovada em 2023, contou com a presença dos professores Dr. Mauricio da Silva Neubern (presidente da banca), Dra. Vannuzia Leal Andrade Peres (PUC-Goiás), Dr. Daniel Goulart (Universidade de Brasília) e Dr. Paulo Alexandre e Castro (Universidade de Coimbra), representou um marco na entrada do agora Dr. Murillo Rodrigues dos Santos no terreno da pesquisa científica.
Ao mesmo tempo em que exercia seu trabalho de pesquisador, paralelamente desenvolvia sua vida laboral como psicólogo clínico na cidade de Goiânia: fundou em 2016 o Instituto Psicologia Goiânia, que foi renomeado em 2020 para Instituto Brasileiro de Psicologia, haja vista seu crescimento, cujo trabalho já alcançava, tanto no formato online, quanto presencial, vários lugares do Brasil.
O Instituto Brasileiro de Psicologia (IBP) já contava em 2024 com o Grupo de Pesquisa sobre Filosofia da Psicologia e Pensamento Complexo, registrado no CNPq, que reunia 11 pesquisadores, entre Doutores, Mestres, Especialistas e Graduandos, realizando estudos e pesquisas científicas na área.
Com o crescimento das atividades, e como forma de tributo ao grande Pensador Edgar Morin, em 2026, criou-se como uma marca do IBP, o Instituto Brasileiro de Psicologia e Pensamento Complexo, dedicado à psicologia e filosofia em suas interfaces com a Teoria da Complexidade.